29 novembro, 2016

POR QUE A ORLA DO BALNEÁRIO MORRO DOS CONVENTOS, ARARANGUÁ, SUL DE SC, ESTÁ SENDO PRESERVADA POR FORÇA JUDICIAL DE DECISÃO DO TRF4 E SEUS CONTRAVENTORES O SERÃO DA MESMA FORMA!!

Cidadania Ambiental

Araranguá  SC, 30 de novembro de 2016
(48 / 99985.0053 Vivo)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS. Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente correta!

‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM SERIEDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE RADICALISMO OU EXTREMISMO’’


(Publicado também no jornal O TEMPO DIÁRIO e no site da CONTATO, no FACEBOOK, além da publicação do link SOCIOAMBIENTALISMO em vários outros sites e blogs)



POR QUE A ORLA DO BALNEÁRIO MORRO DOS CONVENTOS, ARARANGUÁ, SUL DE SC, ESTÁ SENDO PRESERVADA POR FORÇA JUDICIAL DE DECISÃO DO TRF4 E SEUS CONTRAVENTORES O SERÃO DA MESMA FORMA!!!
(Tentando responder algumas perguntas e questionamentos formuladas no face, e-mails e por telefone, não apenas por sentir-se um ‘’ecochato’’, condição muito mais confortável que ‘’ecoburro’’, mas pela preocupação e dedicação voluntária na defesa de um meio ambiente equilibrado e justo).


Se apenas a praia do Morro dos Conventos está fechada é porque a partir de 2011 começou a ser invadida por veículos automotivos para a realização de festas denominadas ‘’after’’, geralmente nas madrugadas, com som muito alto e muito lixo jogado na natureza. Depois passaram a fazer durante o dia, inclusive colocando em risco a segurança dos banhistas e caminhantes, pois praticavam os tais de cavalos de pau em alta velocidade. Portanto a questão não se restringia apenas aos impactos ambientais causados aos vários ecossistemas locais, mas a imagem turística do Morro dos Conventos, a incômoda poluição sonora e a segurança e integridade dos usuários da orla marítima. 

Várias reclamações foram levadas para que o poder público, principalmente a administração municipal, tomasse providências, mas nada fizeram. A situação chegou a tal ponto que passou a ser baderna generalizada na orla araranguaense, conforme imagens gravadas por entidades e pela polícia militar.  Foi quando recorremos ao Comando da PMA para que promovesse uma reunião com os órgãos públicos do qual foi realizada no 19º Batalhão de Araranguá. Estavam presentes todos os representantes de órgãos públicos, como o Ministério Público Estadual e Federal, a Prefeitura e a FAMA, a Polícia Ambiental e outras associações de classe.

Não havendo nenhuma solução para o conflito que aumentava cada vez mais e a Polícia Militar não dava conta de atender todas as reclamações, recorremos ao MPF que abriu uma ação contra o Município de Araranguá, que como não recorreu judicialmente, a decisão então passa a ser definitiva. Não pedimos isso, apenas que controlassem a invasão e a baderna. Desde então deixei de fotografar o cenográfico ambiente da foz / barra pelo lado sul, como fazia regularmente indo de carro.
Esta decisão judicial do TRF 4 fez com que  o índice de invasões para realização de festas raves e o tráfego na praia reduzisse com as atuações da Polícia Militar e algumas fracas medidas da prefeitura, como a colocação de placas e buracos impedindo o acesso a praia. Mesmo assim, a desobediência continua todos os dias e quando não acessam a praia, os festeiros vão para o espaço da rampa de voo livre e para o farol, com muito som alto, bate estaca, lixo, álcool, drogas e sexo, inclusive com menores, basta as autoridades verificarem a denúncia, principalmente agora com a nova resolução nº 624 do CONTRAN, que determina multa e perda de pontos na carteira. Uma reivindicação antiga insistentemente cobrada por nós no DENATRAN em Brasília... 

  
OBS. Não é verdade quando dizem que é apenas a praia do Morro que não permite acesso de veículos, pois a grande maioria das praias deste país e do mundo só é permitida a circulação de pedestres...

OBS. Ninguém comenta dos benefícios como a segurança, o equilíbrio ecológico com mais aves migratórias e mais espécies marinhas na praia, como mariscos, por exemplo...

OBS. Praia não é via pública, se o fosse teria que haver toda a infraestrutura que a legislação exige, como sinalização e fiscalização, por exemplo.

OBS. O acesso a Foz ou Barra continua totalmente livre, basta ir caminhando, pedalando ou através do acesso de carro por Ilhas. Não existe nenhuma restrição ou proibição, apenas normas disciplinando o acesso. Ou as violentas ressacas que tenderão a ocorrer com o desequilíbrio climático, como ocorreram recentemente onde sete veículos neste trecho foram ‘’engolidos’’ pelo mar!!!

OBS. A prefeitura deveria fomentar meios de locomoção, como existe na Guarda do Embaú ou outras formas de transporte ecologicamente corretas e adequadas para os visitantes que curtem o santuário ecológico do Morro dos Conventos e arredores.

OBS. Existem estudos elaborados para a criação de Unidades de Conservação (UC) das principais áreas de preservação, que se implantados podem buscar alternativas através dos Planos de Manejo e seu posterior Comitê de Gestão. A partir da implementação deste instrumento legal (SNUC) se poderá discutir com mais responsabilidade e fundamentação um Plano de Turismo ou Ecoturismo para o Morro dos Conventos e Araranguá.

OBS. Desculpem-me, mas existe muito amadorismo nestas discussões acerca de qualquer mudança que afete a vida das pessoas, seja positiva ou negativa, com pessoas fazendo críticas sem conhecimento de causa, como esta situação do uso inadequado dos ecossistemas da orla do Morro dos Conventos, do Plano Diretor, do contorno da BR-101, da criminosa poluição do rio Araranguá pelo carvão mineral e o venenoso agrotóxico, da incômoda poluição sonora em todos os aspectos, principalmente a automotiva e a proveniente de ruídos de motos nas vias públicas. Lamentavelmente pessoas distorcem fatos que geram benefícios coletivos para atender interesses próprios!!!
É lamentável, mas mesmo assim acreditamos em um mundo melhor e mais justo para todos!

Tadêu Santos
Coordenador Geral

Sócios da Natureza
Organização Não-Governamental Ambientalista

CNPJ 02.605.984/0001-60
Ofício de Registro de Pessoas Jurídicas, Araranguá - SC – Livro nº A-2, Folhas nº 039, Registro nº 364 de 18/05/1998.

ONG criada em 05 de Junho de 1980 para defender a natureza e uma melhor qualidade de vida para Araranguá e a região sul de Santa Catarina.

(Prêmio Fritz Muller de 1985 e Menção Honrosa do Prêmio Chico Mendes em novembro de 2010,
instituído pelo ICMBio e MMA)

Ocupa a presidência do Conselho Ambiental do Município de Araranguá (COAMA) e
a Coordenação Geral da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses (FEEC), além de ser
Conselheira Representante da Região Sul do País no Conselho Nacional de Meio Ambiente CONAMA
e Conselheira do FNMA
Integra o FÓRUM INTERCONSELHOS da Presidência da República que participou do PPA 2016/2019

CONSIDERADA DE UTILIDADE PÚBLICA PELO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ
Lei nº 1817 de 15 de junho de 1998.

‘’trabalhando exclusivamente de forma voluntária e sempre buscando objetivos de interesse coletivo’’

Rua Caetano Lummertz nº 386/403 – CEP 88900 043 – Araranguá – Santa Catarina
Celular:  48 – 99985 0053

16 novembro, 2016

CIDADANIA AMBIENTAL 16 de novembro de 2016


Cidadania Ambiental
Araranguá SC, 16 de Novembro de 2016
(48 / 9985.0053 Vivo)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS. Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente correta!

‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM SERIEDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE RADICALISMO OU EXTREMISMO’’

(clique no link do blog para ler na íntegra e visualizar fotos)
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SARNEY TEMER TRUMP 
Na terça, dia 08/11/2016 estivemos com o ministro Sarney Filho onde entregamos denúncia contra a exploração e a queima de combustíveis fósseis no sul de SC e lamentamos que o governador Colombo tenha prometido apoio aos mineradores. 
Na quarta, dia 09, o ministro fez duas elogiáveis manifestações na plenária do CONAMA, quando comentou a preocupação com a vitória do Trump em relação as mudanças climáticas e que respondeu ofício ao presidente Temer indicando o veto ao artigo 20 da medida provisória 735/2016, de incentivo ao carvão mineral na geração de energia – a mais poluente e a de maior custo aos consumidores. 
Na quinta, dia 10, Temer afirmou que vetará. Vamos aguardar torcendo pela promessa!
📲 Acesse o documento: https://goo.gl/kiMLHf

O MORRO DOS CONVENTOS FINALMENTE PROTEGIDO!!! Parte I
Assim sendo, com a decisão do TRF4, este patrimônio ecológico e turístico, passa definitivamente a ser protegido pela ampla legislação existente, que regula e normatiza os modos e usos de ocupação mais adequados aos frágeis ecossistemas locais!!!
Que não fiquem nada além das pegadas, seja nas caminhadas e passeios, nos banhos, nos ensaios fotográficos, nas saudáveis práticas de lazer neste santuário ecológico, constantemente ameaçado pela insensibilidade cidadã e ambiental.
Que o poder público estude alternativas de uso adequadas e sustentáveis para os ecossistemas apontados, afinal é possível fazer turismo saudável e confortável quando existem infraestruturas compatíveis com a beleza cênica e paisagística. Chega de baderna, de lixo, de insanidade, de especulação e poluição!!!
OBS. A foto de 2011 publicada é histórica (e vale mais que mil palavras), pois retratou na época/ocasião a invasão...


E AGORA, SURGE MAIS UM POSSÍVEL TIRANO COM MUITO PODER PRA COMPLICAR A VIDA DOS MENOS PROTEGIDOS QUE VIVEM NO PLANETA TERRA E QUEM SABE ATÉ DE OUTROS MUNDOS!!!
Hoje na abertura da 123ª Plenária do CONAMA tive a oportunidade de ouvir um Ministro de Estado, no caso o presidente do CONAMA José Sarney Filho, um depoimento extremamente preocupado com a eleição do TRUMP, em virtude das suas insólitas declarações em relação aos combustíveis fósseis e as mudanças climáticas.
O Donald é uma figura complexa e um pouco louca, que representa a prepotência do poder econômico e político. 
Tudo a partir de agora é imprevisível, ou seja, tudo pode acontecer nos EUA e consequentemente nesta aldeia global...!!!



Já assinei a petição da AVAAZ. 
Pessoalmente não acredito que o Trump irá rasgar o acordo climático, até porque quase tudo que esbravejava na campanha são ações um tanto complicadas de realizar, afinal nem toda a população americana é ultraconservadora, retrógrada e burra!!! Achei razoáveis as análises do colunista Helio Gurovitz no G1, do qual recomento a leitura para quem se interessa ou acredita que se não controlado o Trump poderá criar muita confusão na geopolítica mundial! 
http://g1.globo.com/…/he…/post/o-rosto-do-governo-trump.html
Meio ambiente – Ao aventar para a chevia da Agência de Proteção Ambiental (EPA) o nome de Myron Ebell, um negacionista das mudanças climáticas, a equipe de transição de Trump deu o tom do que ele pretende fazer na área: desmantelar todas as normas, leis e acordos construídos durante a gestão Obama. É dada como certa a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, que limita a emissão de gases causadores do efeito-estufa. Sem os Estados Unidos a bordo, são ínfimas as chances de o aquecimento global ficar em níveis menos alarmantes até o final do século – até 2ºC, segundo o consenso científico. O risco para a humanidade é imenso. Mas há preocupações mais imediatas. Estão no horizonte o incentivo à indústria do carvão em detrimento dos programas de estímulo a formas mais limpas de geração, a abertura de reservas naturais para a exploração de gás e petróleo, a limitação aos poderes da EPA e a adoção de uma agenda energética e ambiental incompatível com a preservação ambiental.

09 novembro, 2016

Por que precisamos descumprir o Acordo de Paris


Isso mesmo: precisamos sabotar o acordo se quisermos mesmo evitar os efeitos de um aquecimento global descontrolado.
CLAUDIO ANGELO
04/11/2016 - 20h40 - Atualizado 05/11/2016 11h30


O ministro do Exterior da França Laurent Fabius bate o martelo diante de representantes de 196 países para fechar o Acordo de Paris em dezembro de 2015 (Foto: Divulgação/ Departamento de Estado dos EUA)
O Acordo de Paris entrou em vigor hoje (4), e muita gente boa o está comemorando como um marco histórico da salvação da humanidade. Nas palavras da ONU, 4 de novembro de 2016 é o dia em que nós “fechamos a porta para o desastre climático inevitável”. Lamento estragar a festa, mas o único jeito de fechar a porta para o desastre climático inevitável será um esforço global concertado e imediato para descumprir o novo tratado do clima.
Isso mesmo: precisamos sabotar o acordo se quisermos mesmo evitar os efeitos de um aquecimento global descontrolado. E os líderes mundiais, especialmente os das grandes nações poluidoras, têm de puxar a fila.
Não é que o Acordo de Paris não esteja à altura da tarefa, ou tenha falhas incontornáveis, ou seja uma fraude, como alguns dizem. Ao contrário. A nova lei internacional é o melhor instrumento de que dispomos – a bem da verdade, o único – para assegurar um combate universal, contínuo e equitativo às emissões de gases de efeito estufa. Só que, se nós a executarmos passo a passo, de acordo com o manual, estaremos lascados.
Porque Paris tem um problema sério de timing
Pelo livrinho de instruções, o acordo seria adotado em 2015, ratificado nos anos seguintes e só entraria em vigor em 2020. Os diplomatas teriam cinco anos inteiros para negociar a regulamentação do tratado, que pode ser considerada com justiça uma das peças legais mais complicadas já produzidas na história. Em 2018, todos os países se reuniriam para avaliar o progresso feito e quão distantes nós estaríamos de estabilizar o aquecimento em bem menos de 2 graus ou em 1,5 grau, como preconiza o acordo. Apenas em 2020 as metas nacionais (as tais NDCs) começariam a ser implementadas para valer. Em 2023 elas passariam pela primeira revisão, que só seria implementada em 2026 ou 2031.
Esse é o calendário que foi possível negociar na longa e tortuosa estrada que levou até a porta de Paris. Governos e diplomatas estão confortáveis com isso. Só que esse calendário é impossível de conciliar com o mundo real.
No mundo real, nós emitimos hoje 52 bilhões de toneladas de CO2 equivalente e precisaremos chegar a 2030 emitindo no máximo 42 bilhões para ter pelo menos dois terços de chance de estabilizar a temperatura em menos de 2 graus. As NDCs, se forem todas cumpridas, nos deixarão em 2030 com 54 bilhões ou 56 bilhões de toneladas.
No mundo real, hoje já não temos mais do que uma chance em duas de evitar que a temperatura ultrapasse 1,5 grau, por mais que façamos de agora em diante (e não estamos fazendo muito).
No mundo real, a janela para alguma chance de 1,5 grau se fecha precisamente em 2020, segundo o mais recente relatório da ONU sobre emissões, publicado na quinta-feira (3). Ou seja, quando nossos brilhantes negociadoress tiverem resolvido os últimos detalhes que faltam para tornar o Acordo de Paris completamente operacional, as pequenas nações insulares e o gelo do Oceano Ártico estarão condenados.
É chato, mas o mundo real não está nem aí para as dificuldades de nosso sistema político.
A razão do descompasso é que o acordo universal fechado em Paris deveria ter sido adotado lá atrás, na malfadada conferência de Copenhague, em 2009. Dessa forma, em 2020 nós poderíamos ter sido capazes de produzir uma inflexão na curva de emissões de gases de efeito estufa que nos deixassem numa trajetória compatível com 2 graus, o tal “limite de segurança” do sistema climático. Não foi possível na ocasião – os EUA e a China simplesmente não estavam a fim. Perdemos uma década de ação substantiva, que vai fazer falta.
Estudo após estudo tem mostrado que as NDCs nos deixam numa trajetória de 3 graus de aquecimento ou mais e que, se esperarmos até 2030 para fazer a curva de emissões cair como deveria ter caído em 2020, simplesmente não conseguiremos cumprir os 2 graus.
A única esperança, portanto, é burlar o manual de Paris. Subverter o acordo, acelerando sua regulamentação, e aumentar a ambição das NDCs já em 2018, e não em 2023. Ninguém precisa esperar até 2018 para saber que está fazendo pouco, nem até 2023 para anunciar que fará mais.
As Nações Unidas e vários líderes mundiais já deram um sinal de que são capazes de quebrar algumas regras. A decisão de correr com a ratificação para botar Paris em vigor quatro anos antes do prazo foi uma tremenda trolada nos diplomatas – que esperavam ter mais prazo para trabalhar antes da vigência do acordo. Dez meses atrás, ninguém achava que isso fosse possível.
Para o bem da humanidade, é bom que os chefes de Estado e governo continuem se rebelando contra o protocolo. Cada vez mais.
Claudio Angelo é coordenador de Comunicação do Observatório do Clima e autor de A Espiral da Morte – como a humanidade alterou a máquina do clima (Cia das Letras, 2016)


25 outubro, 2016

SETE INSTITUIÇÕES CATÓLICAS EM TODO O MUNDO DECIDEM RETIRAR INVESTIMENTOS DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 25 de Outubro de 2016
(48 / 9985.0053 Vivo)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS. Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente correta!

‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM SERIEDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE RADICALISMO OU EXTREMISMO’’

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(Publicado também no jornal O TEMPO DIÁRIO e no site da CONTATO, no FACEBOOK, além da publicação do link SOCIOAMBIENTALISMO em vários outros sites e blogs)


Sou católico não-praticante, porém a partir desta posição da igreja passarei a frequentar dentro do possível, pois esta atitude é de extrema relevância para que acabe de vez com esta famigerada atividade, que tantos malefícios causam à humanidade e a natureza. Falo não apenas da extração do carvão mineral, mas principalmente da queima deste maléfico e perigoso combustível fóssil para gerar a mais poluente e mais cara das energias, considerando que existem fontes limpas renováveis...

SETE INSTITUIÇÕES CATÓLICAS EM TODO O MUNDO DECIDEM RETIRAR INVESTIMENTOS DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Diocese de Umuarama, no Paraná, é a primeira Diocese e a primeira instituição da América Latina a aderir ao desinvestimento


Ao aderir à campanha do desinvestimento, Diocese de Umuarama, instituição membro da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, tem por objetivo se tornar uma Diocese de Baixo Carbono (Foto: 350Brasil/COESUS).


Este 04 de outubro de 2016, Dia de São Francisco de Assis, entrará para a história como a data em que a Igreja Católica deu um grande passo na luta contra as mudanças climáticas. Nada menos do que sete instituições católicas de peso ao redor do mundo anunciaram globalmente sua adesão à campanha de desinvestimento do setor de combustíveis fósseis. Trata-se do maior anúncio conjunto feito pelo segmento religioso até o momento.


A Diocese Divino Espírito Santo de Umuarama, no Estado do Paraná, no Brasil, se apresenta não só como a primeira Diocese, mas também como a primeira instituição da América Latina a aderir ao desinvestimento. Sua proposta é reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a fim de tornar-se uma Diocese de Baixo Carbono.

Além da Diocese de Umuarama, as outras seis instituições que se comprometeram com o desinvestimento são: os Padres Jesuítas do Alto Canadá; a Federação das Organizações Cristãs para o Serviço Voluntário Internacional (FOCSIV), na Itália; a Congregação das Irmãs de Apresentação de Maria da Austrália e Papua Nova Guiné; SSM Saúde, nos Estados Unidos; a Sociedade Missionária de São Columbano, baseada em Hong Kong e com presença em 14 países; e o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, em Milão e Nápoles, na Itália.

Os compromissos vão desde a retirada de investimentos em carvão, como é o caso da instituição SSM de Saúde dos Estados Unidos, até o redirecionamento dos fundos para energias limpas e renováveis, como a FOCSIV anunciou.

A Diocese de Umuarama, instituição que integra a COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, se comprometeu a motivar seus fiéis a realizar uma vigília pelos refugiados e impactados pelas mudanças climáticas, a apresentar aos membros da Igreja propostas de ações para redução de atividades poluentes ligadas aos hidrocarbonetos, além de conscientizá-los sobre os impactos do aquecimento global e sobre a importância do incentivo às fontes renováveis de energia.

Outras ações também estão previstas na proposta, como a elaboração, em conjunto com a 350.org, de um plano de eficiência energética, com autogeração de energia solar e geração de biogás através de resíduos orgânicos, a ser implementado nas edificações paroquiais e casas de formação; incentivo aos membros da Diocese e à comunidade a repetir o modelo de eficiência energética nas indústrias, comércios, escritórios e residências, visando a independência energética e a redução de emissões de gases do efeito estufa; e a formação e capacitação, por meio de workshops e treinamentos, para membros da Diocese, a fim de que esta e outras instituições católicas reduzam suas emissões de gás carbônico (CO2).

“Como Bispo da Diocese de Umuarama, em comunhão com a Igreja Católica e atento aos apelos do Evangelho, compreendo com clareza as mensagens do Papa Francisco através da Encíclica Laudato Si, que nos convoca ao cuidado da Casa Comum por meio de iniciativas que defendam a vida como um todo. Não podemos nos acomodar e seguir permitindo que interesses econômicos que buscam o lucro antes do bem-estar das pessoas, destruindo a biodiversidade e os ecossistemas, continuem ditando nosso modelo energético, baseado nos combustíveis fósseis. Sabemos que o Brasil conta com fontes abundantes de energias limpas e renováveis que não agridem a nossa Casa Comum. Por isso, acredito que a proposta de tornar a Diocese de Umuarama de baixo carbono é um dos caminhos práticos para se alcançar o que propõe a Laudato Si”, defende Dom Frei João Mamede Filho, Bispo da Diocese de Umuarama.

Dom Mamede é colaborador da campanha Não Fracking Brasil, coordenada pela 350.org Brasil e pela COESUS, tendo participado de ações no Paraná e internacionalmente. Recentemente, ele foi orador do evento ‘Perigos do Fracking para a América Latina’, encontro que aconteceu em Montevidéu, no Uruguai, e onde ocorreu o lançamento da Coalizão Latino-americana contra o Fracking pela Água, Clima e Agricultura Sustentável. Em setembro ele também esteve presente em um seminário organizado pela Diocese de Umuarama e Cáritas Paraná, que reuniu especialistas, ambientalistas, climatologistas, agentes da pastoral e gestores públicos para debater as mudanças climáticas e justiça social.

“Como parte de um movimento global, não vamos admitir que a indústria do hidrocarboneto continue a colocar em risco as vidas de milhões de pessoas ao redor do mundo. Desinvestir dos combustíveis fósseis é o único caminho para conter as mudanças climáticas. Essa decisão conjunta é muito importante, pois mostra o compromisso das comunidades católicas com a segurança do planeta. Precisamos urgentemente diminuir as nossas emissões de CO2, e para isso, é fundamental o incentivo ao crescimento das energias renováveis”, afirma Juliano Bueno de Araujo, coordenador de campanhas climáticas da 350.org Brasil e fundador da COESUS.

O movimento de desinvestimento dos combustíveis fósseis foi reconhecido pelo Papa Francisco durante a mensagem enviada aos fiéis, no dia 01 de setembro – Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação -, chamando-os a rezar pela criação. Em sua fala, ele afirma que “a pressão social – que inclui o boicote a certos produtos – pode forçar as empresas e o mercado a reverem sua pegada climática e seus padrões de produção. Esta lógica anima o movimento de desinvestimento dos combustíveis fósseis.”

A campanha pelo desinvestimento dos combustíveis fósseis é a que apresenta mais rápido crescimento na história, de acordo com um relatório da Universidade de Oxford. Até esta data, cerca de 600 instituições, que juntas somam mais de US$ 3,4 trilhões, já anunciaram globalmente seus compromissos. “Nós celebramos o anúncio de hoje e esperamos que ele influencie pessoas de todos os credos e inspire ainda mais instituições católicas, incluindo o próprio Vaticano, a retirar seus fundos da indústria dos combustíveis fósseis”, reforçou Yossi Cadan, coordenador sênior da campanha do desinvestimento da 350.org.

Segundo Tomás Insua, coordenador global do Movimento Católico Global pelo Clima, o redirecionamento das políticas de investimento anunciado pelas instituições católicas segue a orientação emitida pelos bispos de todo o mundo. “Em uma poderosa declaração no ano passado, todas as Conferências Episcopais do mundo fizeram um apelo ao ‘fim da era do combustível fóssil'”, afirmou.




18 outubro, 2016

OBRIGADO AO SAUDOSO E TALENTOSO JOVEM JÚLIO CÉSAR FUHRO KUSER

Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 19 de Outubro de 2016
(48 / 9985.0053 Vivo)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS. Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente correta!

‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM SERIEDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE RADICALISMO OU EXTREMISMO’’

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OBRIGADO AO SAUDOSO E TALENTOSO JOVEM JÚLIO CÉSAR FUHRO KUSER PELAS CATIVANTES PALAVRAS DEDICADAS AO MEU TRABALHO...

Estive hoje na exposição fotográfica “Abordagem dos Potenciais Ecoturísticos de Araranguá e Região”, organizada pelo ambientalista, integrante da ONG Sócios da Natureza e membro representante do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA para a região sul do Brasil, Tadêu Santos, com fotos suas e de outros 13 fotógrafos.
Ao primeiro olhar, cativa a sensibilidade e o apuro técnico dos fotógrafos – embora, como ressaltado pelo artista organizador, este último não seja o objetivo principal da exposição, mas sim revelar as belezas daquela região de SC (e o perigo que corremos de vê-la esmaecer diante das nossas descompromissadas atitudes cotidianas).
Não me lembro de quando conheci o Tadêu (que lá em casa chamávamos de “Tadeu da Vídeo Kane” ou, às vezes, simplesmente “Tadeu Kane”), mas sempre o vi como alguém diferente da média. A fala baixa (e pouca), o interesse pelo Cinema, as fotografias da natureza sempre montaram a imagem, na minha cabeça (infantil, adolescente e, depois, adulta), de uma pessoa interessante, com quem – um dia – uma conversa ainda me renderia um grande prazer.
Uma vez, lá pela minha oitava série (1996, Colégio Nossa Senhora Mãe dos Homens), a classe resolveu que faria uma exposição sobre Cinema para a gincana que estava por vir. Pedimos ao Tadêu que fizesse uma montagem com passagens de filmes clássicos (e que seria exibida repetidamente em uma parte de nosso trabalho). Já me esqueceram as tratativas da conversa com ele, mas ainda me lembro de quando fui buscar a fita VHS no seu estúdio: depois de assistir ao clipe final, perguntei pelo valor do serviço (minha tarefa era buscar a fita, pagar e voltar) e o Tadêu me respondeu de uma maneira simples, mas eficaz o suficiente para ficar marcada na minha memória até hoje (como são todas as lições mais importantes que a vida nos apresenta).
Ele disse que não tratava de valores naquele local, aquele era o seu estúdio e que em outro dia acertaríamos. Entendi que aquele era o lugar onde ele guardava seus objetos de verdadeiro valor (seus filmes?, suas fotografias mais bonitas?, suas recordações mais queridas?, não sei) e, por isso, era um ambiente que não poderia ser “contaminado” pelo dinheiro: o que se fazia naquela sala não estava à venda e dinheiro nenhum pagaria o prazer que ele sentia ali.
Claro que, na minha cabeça de criança, aquela cena se transformou diversas vezes, mas foi importante para reforçar em mim a ideia de que se deve dar valor ao que realmente importa e que o dinheiro não compra tudo.
Infelizmente não lembro da montagem e muito pouco da exposição, mas devem ter sido boas, porque vencemos a gincana! Obrigado, Tadêu! Um pouco atrasado, eu sei, mas igualmente sincero!
Voltando à mostra fotográfica, é incrível como uma imagem nos traz lembranças boas! O Morro, as dunas, o trapiche, a Barra, o rio, as pontes (uma foto em especial, com a ponte da Barranca ao fundo, revela um Tadêu orgulhoso, utilizando o filho, Marx, como modelo fotográfico, fato que não se repete nas demais imagens). Todos esses elementos continuam lá, exatamente como eu lembrava!
Mas acima de todos: o pôr e o nascer do Sol! Como são lindos em Araranguá! Que luz, que força, que beleza! Tirei tantas fotos deles que se tornaram meus modelos! Todos os outros “pôres” e “nasceres” do Sol que vi e fotografei me remeteram a eles! Lembro também de uma serração baixa (naquela parte em que a Avenida Sete de Setembro fica mais perto do nível do rio) quando eu ia da Cidade Alta para o colégio, pela manhã. Era sinal que a manhã fria se transformaria em um dia quente, abafado!
Tempos bons aqueles! Morei em Araranguá de 1989 a 2000, dos seis aos dezessete anos. Tempos em que minha mente ainda cabia em Araranguá. (In)Felizmente, há muito não cabe mais.
Felizmente porque fui correr o mundo, alargar meus horizontes, tomar posse de tudo que é meu por direito, enquanto ser humano – TUDO: O mar, o ar, a Terra! Eu tinha pra mim que precisava (e ainda preciso) conhecer outros lugares e gentes, provar de outras comidas e sensações, tocar, experimentar, ver, ouvir, sentir que, no fundo, somos todos iguais. E por isso que eu não poderia ficar apenas em Araranguá.
Infelizmente porque esse jeito aventuresco de viver a vida é um revés em si mesmo. Vim para Florianópolis no ano de 2000 e aqui estou até hoje. Por morar nessa ilha há treze anos (mais do que o tempo que passei em Araranguá), seria de se esperar que eu considerasse essa cidade um pouco minha, que tivesse por esse chão mais carinho do que por Araranguá. Mas não é assim. Nunca me adaptei a esse ritmo, a essa cultura, a esse trânsito infernal. A paisagem é linda, deslumbrante, mas acho que me tornei um pouco insensível a ela depois de tanto tempo. Ela continua um desbunde, fui eu que parei de admirá-la. De vez em quando tomo um susto ao perceber um novo ângulo, uma nova esquina: “que bonito esse lugar, nunca tinha reparado”.
Somos eternos insatisfeitos, isso sim! Agora casado com uma pelotense (que tem pela sua terra o mesmo sentimento que tenho por Araranguá), então, não tem “óióiói”, nem “meu quirido” que nos convença do contrário: vamos em busca de uma nova Araranguá, de uma nova Pelotas!
Um lugar onde construiremos nosso castelo, onde juntos veremos o Sol nascer e se pôr, onde guardaremos nossos objetos mais importantes, numa sala sagrada em que nos esconderemos quando a angústia bater à porta, onde o dinheiro em si não terá valor nenhum, assim como o estúdio do Tadêu.
Esse lugar nos fará respirar fundo, trará calma (aquela calma que a gente sente quando, finalmente, chega em casa, depois de um longo e estressante dia de trabalho) e força para perseverar mais um dia e mais um dia e mais um dia... Até que um dia a gente vire terra. E como será bom virar terra nesse lugar, no nosso lugar!
Quando saí de Araranguá deixei, além de amigos queridos, minha mãe, meu pai, meu irmão mais novo. Quando sair de Florianópolis deixarei alguns poucos amigos, meu irmão mais velho, minha cunhada, meu sobrinho e a família da minha esposa, que agora é minha também. Todos eles serão bem-vindos ao meu castelo, a minha nova Araranguá!
Parabéns ao Tadêu pela organização da exposição, aos fotógrafos que participaram dela com seus trabalhos e a todos os araranguaenses de coração, como eu.
Júlio César Fuhro Kuser – 14.06.2013
P.S.: A cidade natal de meu pai era Caxias do Sul, aquela cidade era o seu verdadeiro lar. Mas, como a minha Araranguá, ficou pequena para ele, que foi buscar sua nova Caxias. Virou o mundo, procurou bastante e acabou escolhendo Araranguá como seu refúgio final. Construiu seu castelo, viveu e morreu em Araranguá. Acho que foi feliz, devo mais essa à Cidade das Avenidas!
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